O que Elebá, Quevioço, Agassu e Lissá abençoam, permanece.
São 5784480 minutos ou 111110110001 dias ou, que aliás é sempre a melhor das datações desse nosso enlace, exatas 11 saídas do Ilê Aiyê no aconchego doce da sua presença.
A sensação é que os ponteiros do meu relógio, provavelmente em greve ou sob o efeito de alguma gameleira-branca, decidiram que o melhor de uma caminhada que tenta esculpir seus passos em um mundo cada vez mais sombrio, é renascer todo dia como uma leve brisa de Verão. Quanto mais esse tempo sem ponteiros “passa”, maior é a vontade de continuar a pousar meu coração em suas mãos.
Contigo sinto que ainda é possível misturar, no presente, o bom pretérito com um esperançoso futuro — pra gente e pra todos— no qual possamos escrever no mundo e no nosso mundo particular, um dia a dia de carícias, de escuta generosa, de justiças e solidariedade sem fim.
Denguinho, que o ancestral feitiço dessas ladeiras do Curuzú — assim como nossas escolhas, com nossos passos sinceramente trôpegos e os seus sorrisos matinais mesmo quando os dia são acinzentados — continuem a permitir que nossas vidas estejam sempre encharcadas por esse amor.
Te amo !!